{"id":23216,"date":"2020-05-07T12:14:57","date_gmt":"2020-05-07T15:14:57","guid":{"rendered":"https:\/\/algimediacao.com.br\/2021\/?p=23216"},"modified":"2021-08-24T16:46:46","modified_gmt":"2021-08-24T19:46:46","slug":"a-confianca-na-mediacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/algimediacao.com.br\/2021\/a-confianca-na-mediacao\/","title":{"rendered":"A CONFIAN\u00c7A NA MEDIA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<section class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid  vc_custom_1507696989698\"><div class=\"wpb_column vc_column_container  col-xs-mobile-fullwidth\"><div class=\"vc_column-inner \"><div class=\"wpb_wrapper\"><div class=\"last-paragraph-no-margin\"><p>Z\u00e9 Mangini<a href=\"https:\/\/algimediacao.com.br\/a-confianca-na-mediacao\/#laura\">*<\/a><\/p>\n<p>Come\u00e7ando este ano de 2020 com for\u00e7a total, sa\u00fade e energia para fazer tudo que vier pela frente com a melhor disposi\u00e7\u00e3o. No ano passado, a ideia do que seria necess\u00e1rio fazer para que as pessoas utilizem a Media\u00e7\u00e3o como instrumento para resolverem seus conflitos foi o que mais me marcou e me moveu. O tema Confian\u00e7a na Media\u00e7\u00e3o surgiu como um dos caminhos \u00f3bvios. Fazer as pessoas e advogados confiarem no instituto da Media\u00e7\u00e3o e em seu processo apareceu como uma das chaves. E \u00e9 sobre isso que quero come\u00e7ar o ano falando.<\/p>\n<p>Antes de falar da confian\u00e7a na Media\u00e7\u00e3o, vou esclarecer o meu entendimento acerca do conflito. Apesar de entender que a Media\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser somente aplicada em situa\u00e7\u00f5es onde exista um conflito em qualquer fase dele. A Media\u00e7\u00e3o \u00e9 maior do que isto e suas aplica\u00e7\u00f5es vertem para outros campos.<\/p>\n<p>Em toda a nossa vida, vivenciamos conflitos de todas as naturezas e de todas as maneiras. Conosco mesmo, com os Outros, em nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais, no trabalho, entre empresas, na sociedade, nas escolas, entre governos e comunidades. Somos partes ativas de um conflito. Por ser transdisciplinar, a defini\u00e7\u00e3o de conflito extrapola qualquer defini\u00e7\u00e3o com um \u00fanico olhar e, talvez por isso eu n\u00e3o arrisque a definir.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia de conflitos proporciona o mais amplo leque de situa\u00e7\u00f5es, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Proporciona vit\u00f3rias, imp\u00f5e derrotas, organiza a vida, cria alian\u00e7as, desfaz rela\u00e7\u00f5es e mais um sem n\u00famero de possibilidades. A certeza que temos \u00e9 que qualquer conflito nos consome em todos os sentidos e interfere naqueles que est\u00e3o \u00e0 nossa volta. Isto \u00e9 fato!<\/p>\n<p>O conflito \u00e9 co-constru\u00eddo por aqueles que nele est\u00e3o envolvidos e s\u00e3o estes mesmos os co-respons\u00e1veis por encontrar um novo caminho que vise o benef\u00edcio m\u00fatuo para a sua solu\u00e7\u00e3o, restabelecendo, assim, um equil\u00edbrio dentro daquele sistema.<\/p>\n<p>Mas, se mudarmos o olhar para entender o conflito como uma necessidade de mudan\u00e7a de alguma coisa ou situa\u00e7\u00e3o que nos incomoda ou que n\u00e3o nos serve mais, mudamos a perspectiva para algo que possa ser positivo, passando a ser uma experi\u00eancia ben\u00e9fica e construtiva se, tudo for muito bem administrado. Por sua vez, a resolu\u00e7\u00e3o destes conflitos garantem, tal como o medo, a nossa sobreviv\u00eancia. \u00c9 decisivo e implica em tomada de decis\u00f5es. At\u00e9 mesmo a decis\u00e3o de continuar convivendo com aquele conflito.<\/p>\n<p>Cada conflito tem a sua din\u00e2mica, sua intensidade, sua Hist\u00f3ria, seu objeto e seus personagens pr\u00f3prios. Por isso podemos dizer que um conflito \u00e9 vivo ao passo que ele nasce, se cria e se transforma, dentro de cada contexto, a partir das decis\u00f5es tomadas pelos nele envolvidos.<\/p>\n<p>Paz n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de conflito (guerra) . Paz, pode ser entendida como a aus\u00eancia de medo, conforme a f\u00edsica-pacifista, germano-canadense, \u00darsula Franklin, em seu 1987\u00a0paper,\u00a0<em>Reflections on Theology and Peace<\/em>. Digo ainda que para enfrentar o medo e o conflito, \u00e9 necess\u00e1rio coragem.<\/p>\n<p>E como tratar os conflitos t\u00e3o frequentes em nosso cotidiano?<\/p>\n<p>Cabe \u00e0s sociedades modernas oferecerem e desenvolverem meios para que os conflitos sejam resolvidos, tratando os fatores que os provocam e oferecendo mecanismos para que estes sejam resolvidos pelas pr\u00f3prias pessoas, pelas empresas, pelos mercados, pelas sociedades e tamb\u00e9m pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>A Media\u00e7\u00e3o \u00e9 um destes meios de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Realizada de modo volunt\u00e1rio e auto-compositivo entre os envolvidos no conflito, com v\u00ednculos duradouros, sendo o Mediador um terceiro, sem poder decis\u00f3rio, facilitador da comunica\u00e7\u00e3o entre eles, auxiliando as partes a refletirem sobre seus reais interesses, utilizando este, ferramentas e estrat\u00e9gias pr\u00f3prias para operar o conflito da forma que se apresenta em particular, para que, em co-autoria, as partes encontrem alternativas de benef\u00edcio m\u00fatuo, levando em considera\u00e7\u00e3o o contexto e os hist\u00f3ricos s\u00f3cio-culturais de cada um dos envolvidos no conflito.<\/p>\n<p>Media\u00e7\u00e3o \u00e9 um olhar e uma atitude para o futuro!<\/p>\n<p>Em nosso ordenamento jur\u00eddico encontramos mais de 100 previs\u00f5es \u00e0\u00a0<em>media\u00e7\u00e3o<\/em>,\u00a0<em>concilia\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0e \u00e0\u00a0<em>solu\u00e7\u00e3o consensual<\/em>, somente no Novo C\u00f3digo de Processo Civil, editado em 2015. Isto sem marcar a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (Lei da Media\u00e7\u00e3o n. 13.140\/2015) e as diversas Resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional da Justi\u00e7a, Projetos de Lei em tramita\u00e7\u00e3o e outros ordenamentos espec\u00edficos. N\u00e3o \u00e9 pouco.<\/p>\n<p>Quem trabalha com gest\u00e3o de controv\u00e9rsias, bem como os operadores do Direito, definitivamente n\u00e3o podem alegar qualquer tipo de ignor\u00e2ncia ou desconhecimento dos m\u00e9todos auto-compositivos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Est\u00e1 tudo l\u00e1: nos ordenamentos jur\u00eddicos, na pr\u00e1tica consolidada h\u00e1 mais de vinte anos no Brasil e no exterior, bem como no dia-a-dia dos advogados, mostrando-se como um caminho sem volta.<\/p>\n<p>E n\u00e3o podemos negar que n\u00e3o h\u00e1 nada mais contempor\u00e2neo do que as pr\u00f3prias pessoas\u00a0\u00a0ou empresas decidirem seus destinos, entendendo e enfrentando seus conflitos, sem depender da interven\u00e7\u00e3o paternalista do Estado.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do advogado que caminha em conson\u00e2ncia com a evolu\u00e7\u00e3o dos anseios da sociedade, evoluiu rapidamente e hoje ele deve se colocar ao lado de seu cliente, n\u00e3o somente para a interpreta\u00e7\u00e3o dos intrincados ordenamentos jur\u00eddicos, mas sobretudo como um int\u00e9rprete de suas\u00a0\u00a0inquietudes, analisando juntamente com eles e compartilhando as responsabilidades na reflex\u00e3o da escolha da melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o do conflito que se apresenta, atendendo aos leg\u00edtimos interesses de seus clientes e dividindo o protagonismo.<\/p>\n<p>E quando se analisa os reais interesses, deve-se levar em conta n\u00e3o somente o bem estar econ\u00f4mico, mas muitas vezes o reconhecimento, a seguran\u00e7a, o controle da situa\u00e7\u00e3o, o sigilo, a celeridade, a recomposi\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e um sem n\u00famero de aspira\u00e7\u00f5es e anseios que podem se apresentar em um caso concreto.<\/p>\n<p>Mas, se por um lado ao advogado n\u00e3o \u00e9 permitido a ignor\u00e2ncia dos meios consensuais ofertados, por outro \u00e9 necess\u00e1rio que ele tenha confian\u00e7a no processo auto-compositivo para poder embarcar em uma Media\u00e7\u00e3o com o seu cliente. E \u00e9 certo que confian\u00e7a se adquire e est\u00e1 pautada em conhecimento, credibilidade, experi\u00eancia e habilidade e expertise do operador. Por mais que a Media\u00e7\u00e3o esteja prevista nos ordenamentos jur\u00eddicos e seja, de fato, uma pr\u00e1tica, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que ela esteja inserida dentro dos c\u00f3digos da sociedade, ancorada naquela cultura e mais ainda, vinda de um conhecimento constru\u00eddo por todos os agentes envolvidos.<\/p>\n<p>A Confian\u00e7a na Media\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi o tema da \u00faltima reuni\u00e3o ordin\u00e1ria da Comiss\u00e3o da Advocacia na Media\u00e7\u00e3o e na Concilia\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil \u2013 se\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Reuni\u00e3o, feita de forma aberta e acess\u00edvel a todos, que a Comiss\u00e3o, da qual fa\u00e7o parte como Secret\u00e1rio-geral, com a presid\u00eancia inspiradora da Ana Luiza Isoldi, realiza mensalmente. Nesta oportunidade foi convidada a psic\u00f3loga, mediadora e PhD em Desenvolvimento Humano, Corinna Schabbel, para palestrar sobre o tema confian\u00e7a. L\u00e1, a palestrante, baseada nos trabalhos de Luhmann e Kant, alertou:<\/p>\n<p><em>\u201cCom o hist\u00f3rico da Media\u00e7\u00e3o no Brasil associado \u00e0 falta de um processo de acultura\u00e7\u00e3o massivo, \u00e9 pequeno o universo que, ao ouvir falar do procedimento de Media\u00e7\u00e3o, \u00e9 remetido a um significado conhecido, ancorado no sistema de cren\u00e7as e redutor de complexidade sist\u00eamica, uma refer\u00eancia necess\u00e1ria para a valida\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a.\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Corinna abordou tamb\u00e9m, precisamente, o conceito de confian\u00e7a no aspecto psicol\u00f3gico:<\/p>\n<p>\u201c<em>Confian\u00e7a implica que eu tenha uma vulnerabilidade que me \u00e9 conhecida, que parte do meu sistema de cren\u00e7as, e eu entrego na m\u00e3o do Outro a possibilidade de ele ter um conhecimento ou informa\u00e7\u00e3o para me ajudar a resolver esta quest\u00e3o que eu n\u00e3o estou conseguindo resolver sozinho. N\u00f3s somos seres s\u00f3cio-hist\u00f3ricos e \u00e0 medida que vamos crescendo, vamos buscando a confian\u00e7a a partir de um conte\u00fado do nosso hist\u00f3rico.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Interpretando Kant, n\u00f3s sabemos muito, mas n\u00e3o conhecemos muito. S\u00f3 conhecemos aquilo que a gente experimenta ou aquilo que se transforma em experi\u00eancia ou significado, pessoal ou compartilhado.<\/p>\n<p>J\u00e1 Luhmann, em um pequeno livro ainda n\u00e3o traduzido para o portugu\u00eas: \u201c<em>Confian\u00e7a, o redutor de complexidade.\u201d<\/em>\u00a0afirma, segundo a Corinna em sua palestra:<\/p>\n<p><em>\u201cA confian\u00e7a se desenvolve a partir do conte\u00fado s\u00f3cio-hist\u00f3rico de cada um de n\u00f3s, porque ele nos remete ao passado para construir um futuro seguro\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Isso significa que a informa\u00e7\u00e3o passada de que aquele profissional \u00e9 confi\u00e1vel, facilita para que eu participe, no caso, de uma Media\u00e7\u00e3o, remetendo a um conhecimento que eu j\u00e1 tenho, para poder enfrentar com mais tranq\u00fcilidade e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>As pessoas que entram em um ambiente de Media\u00e7\u00e3o, nos Cejuscs espalhados Brasil afora ou na esfera privada, se n\u00e3o tiveram a devida orienta\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es de seus conselheiros jur\u00eddicos, estar\u00e3o entrando em um quarto escuro e somente ter\u00e3o o conhecimento do processo e procedimentos da Media\u00e7\u00e3o naquele momento.<\/p>\n<p>Assim, a li\u00e7\u00e3o que fica \u00e9 que a confian\u00e7a (no processo e no profissional) \u00e9 a palavra chave para um advogado, juntamente com seu cliente, optarem por escolher a Media\u00e7\u00e3o como caminho para a solu\u00e7\u00e3o de um conflito. E, como vimos, a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a depende da rela\u00e7\u00e3o de troca desencadeada pelo compartilhamento de experi\u00eancias ao longo do tempo e da conviv\u00eancia entre pessoas ou pessoas e institui\u00e7\u00f5es. E ainda, que este conceito esteja inserido naquele sistema (sociedade).<\/p>\n<p>Charles Green, ao desenvolver uma f\u00f3rmula matem\u00e1tica (<em>in The trust equation: a prime. 2008<\/em>) para o entendimento da confian\u00e7a, acrescenta mais um elemento no denominador da equa\u00e7\u00e3o: a auto orienta\u00e7\u00e3o do agente ou como o agente entende sua vaidade e seu grau de narcisismo.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Conhecimento ou expertise + credibilidade + intimidade<\/strong><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\">________________________________________________________________<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Auto orienta\u00e7\u00e3o (vaidade, auto imagem, narcisismo, personalidade)<\/strong><\/p>\n<p>Assim, ao meu entender, o ciclo todo se fecha: quanto maiores o grau dos numeradores e menor o denominador, maior ser\u00e1 o grau de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, podemos concluir que est\u00e1 nas m\u00e3os dos pr\u00f3prios Mediadores e operadores do Direito, a enorme e grata responsabilidade de difundir para a sociedade a seriedade do instituto da Medi\u00e7\u00e3o. Somente com o devido profissionalismo, preparo, \u00e9tica e forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de todos \u00e9 que a Media\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter o devido peso dentro dos m\u00e9todos apropriados de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Isto somado a esfor\u00e7os de difus\u00e3o em massa do instituto da Media\u00e7\u00e3o de maneira apropriada e correta, bem como a acultura\u00e7\u00e3o da sociedade e implementa\u00e7\u00e3o de estudos nas comunidades\u00a0\u00a0acad\u00eamicas, para que ela adquira este conhecimento e assim possa haver confian\u00e7a, se tornando a Media\u00e7\u00e3o um conceito cultural no Brasil para que todos tenham acesso \u00e0 ela.<\/p>\n<p>Nos veremos mais por aqui, escrevendo sobre Media\u00e7\u00e3o para que todos conhe\u00e7am cada vez mais esta forma sensacional de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background has-very-dark-gray-background-color has-very-dark-gray-color is-style-wide\" \/>\n<h6 id=\"laura\">Z\u00e9 Mangini<\/h6>\n<p>*Formado em Direito na PUC-SP. Empres\u00e1rio e criador da plataforma digital 5511SP. Mediador certificado pelo CNJ e pelo ICFML. Secret\u00e1rio-geral da Comiss\u00e3o da Advocacia na Media\u00e7\u00e3o e na Concilia\u00e7\u00e3o da OABSP e p\u00f3s-graduando em M\u00e9todos Adequados de Resolu\u00e7\u00e3o de Conflitos Humanos, pela ESA\/OAB\/SP. Faz parte do Time ALGI.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Z\u00e9 Mangini* Come\u00e7ando este ano de 2020 com for\u00e7a total, sa\u00fade e energia para fazer tudo que vier pela frente com a melhor disposi\u00e7\u00e3o. No ano passado, a ideia do que seria necess\u00e1rio fazer para que as pessoas utilizem a Media\u00e7\u00e3o como instrumento para resolverem seus conflitos foi o que mais me marcou e me moveu. O tema Confian\u00e7a na Media\u00e7\u00e3o surgiu como um dos caminhos \u00f3bvios. Fazer as pessoas e advogados confiarem no instituto da Media\u00e7\u00e3o e em seu processo apareceu como uma das chaves. E \u00e9 sobre isso que quero come\u00e7ar o ano falando. Antes de falar da confian\u00e7a na Media\u00e7\u00e3o, vou esclarecer o meu entendimento acerca do conflito. Apesar de entender que a Media\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser somente aplicada em situa\u00e7\u00f5es onde exista um conflito em qualquer fase dele. A Media\u00e7\u00e3o \u00e9 maior do que isto e suas aplica\u00e7\u00f5es vertem para outros campos. Em toda a nossa vida, vivenciamos conflitos de todas as naturezas e de todas as maneiras. Conosco mesmo, com os Outros, em nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais, no trabalho, entre empresas, na sociedade, nas escolas, entre governos e comunidades. Somos partes ativas de um conflito. 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